CULTURA
OTAVIO F. SALDANHA


Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) demonstram o impacto econômico e social do investimento em cultura.
A cultura gera renda, impulsiona o desenvolvimento e cuida das pessoas e da cidade. Não se trata de uma política acessória ou ornamental, mas de um eixo estruturante capaz de articular inclusão social, geração de trabalho, fortalecimento de cadeias produtivas e desenvolvimento econômico com impacto real nos territórios.
Muito além do entretenimento, a cultura sustenta identidades, valoriza territórios, cria vínculos sociais e amplia perspectivas de futuro. Quando fragilizada, seus efeitos atingem toda a sociedade. Tratar a cultura como gasto é ignorar seu papel estratégico na educação, na cidadania, na economia criativa e na saúde coletiva.
Cultura é economia real
A cultura movimenta a economia local, ativa o comércio, impulsiona o turismo e retorna em arrecadação para os cofres públicos. Dados da Fundação Getulio Vargas indicam que, a cada R$ 1 investido em cultura, R$ 6,1 retornam para a sociedade e para o poder público por meio da geração de emprego, renda, atividade econômica e arrecadação tributária.
Esse retorno não é abstrato. Ele se materializa na contratação de trabalhadores e trabalhadoras da cultura, no fortalecimento de pequenos empreendimentos, na ocupação dos espaços públicos, na circulação de recursos nos bairros e no estímulo à economia criativa como política de desenvolvimento local.
Cultura, saúde e políticas públicas
Além do impacto econômico, a cultura pode e deve atuar como aliada direta das políticas públicas de saúde. A receita gerada por eventos culturais pode contribuir com fundos públicos, como o Fundo Municipal da Saúde, fortalecendo de forma concreta o sistema e ampliando a capacidade de resposta do poder público.
Mais do que isso, o acesso à cultura melhora a convivência social, reduz tensões, fortalece vínculos comunitários e atua na prevenção de adoecimentos físicos e emocionais. Não por acaso, a saúde é sempre o primeiro setor a sentir quando políticas estruturantes falham.
Desenvolvimento que chega aos territórios
Quando a cultura circula, cadeias produtivas inteiras se fortalecem e o desenvolvimento chega onde muitas vezes outras políticas não chegam. Cultura é presença do Estado nos territórios, é oportunidade, é pertencimento e é futuro.
Sociedades com acesso à cultura convivem melhor, adoecem menos e constroem soluções coletivas mais duradóuras. Investir em cultura é investir em pessoas, na cidade e em um projeto de desenvolvimento que seja, de fato, humano e sustentável.
Nossa história e missão
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João
